Durante o ato que oficializou a pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo de Pernambuco, um detalhe político chamou atenção e revelou ruídos dentro da base aliada: a ausência de importantes lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT).
Em coletiva realizada no início da cerimônia, João Campos afirmou que “tudo está muito alinhado com o PT”. No entanto, o cenário observado no evento indicou um clima menos harmonioso nos bastidores. Parte da direção petista demonstrou insatisfação com a forma como vêm sendo conduzidas as articulações para a formação da chapa majoritária.
Entre os ausentes estavam o presidente estadual do PT, Carlos Veras, e o senador Humberto Costa, anunciado como um dos nomes para disputar o Senado na composição da aliança. Segundo informações de bastidores, ambos não participaram do evento por não terem sido incluídos nas discussões centrais sobre a montagem da chapa.
O principal ponto de tensão envolve a indicação da ex-deputada Marília Arraes (PDT) como pré-candidata ao Senado dentro da aliança. Setores do PT avaliam que a decisão foi conduzida pelo PSB sem o devido debate com o partido, gerando desconforto entre lideranças petistas.
Apesar das ausências, a senadora Teresa Leitão esteve presente, representando o PT em um gesto de manutenção do diálogo entre as siglas.
Nos bastidores da política pernambucana, o episódio foi interpretado como um sinal de alerta dentro da base governista. Embora o discurso público aponte para alinhamento, a ausência de figuras centrais do PT evidencia que a formação da chapa para 2026 ainda enfrenta resistências internas, indicando um momento de negociações delicadas na relação entre PSB e PT no estado.














