Considerada uma das principais lideranças políticas da atualidade em Buíque, a vereadora e presidente da Câmara Municipal, Aline de André de Toinho,(MDB) segue consolidando seu nome na história política do município e ampliando sua influência no cenário regional.
Com uma base familiar sólida e um capital político construído ao longo dos anos, Aline alcançou um feito expressivo nas urnas: foi a vereadora mais votada nas eleições municipais de 2020 e novamente em 2024, consolidando-se como uma das figuras mais fortes do Legislativo buiquense.
À frente da presidência da Câmara desde de 1º de janeiro de 2025, dia da atual legislatura, na Casa Jorge Domingos Ramos, a parlamentar vem recebendo reconhecimento público pelo trabalho desenvolvido na condução dos trabalhos legislativos.
No entanto, apesar do momento político de prestígio, Aline e outros quatro vereadores vivem um cenário de incerteza jurídica. Os parlamentares estão no centro de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que tramita na Justiça Eleitoral e envolve a chapa do MDB de Buíque, tendo como foco questionamentos relacionados à cota de gênero nas eleições.
A situação tem gerado forte repercussão política no município, sobretudo porque os vereadores investigados alegam não ter participação direta em eventuais irregularidades apontadas no processo, o que alimenta entre aliados e apoiadores um sentimento de possível injustiça.
Nesta segunda-feira (9), durante a sessão legislativa da noite, Aline de André de Toinho quebrou o silêncio e se pronunciou publicamente pela primeira vez sobre o caso. Em um discurso marcado pela emoção, a presidente da Câmara abriu o coração diante do plenário e da população presente.
Aplaudida de pé, a parlamentar ressaltou a força política construída nas urnas — com mais de 1.900 votos na última eleição — e destacou a trajetória de luta que a levou até o comando do Legislativo municipal.
Em sua fala, Aline também fez um breve relato dos acontecimentos recentes e afirmou confiar na Justiça Eleitoral, mesmo diante da possibilidade de uma decisão desfavorável.
Segundo ela, caso haja qualquer determinação judicial, estará disposta a respeitá-la, embora reafirme que ela e os demais vereadores citados no processo não cometeram irregularidades.
O episódio evidencia não apenas um momento delicado para o grupo político envolvido, mas também abre espaço para uma discussão mais ampla sobre responsabilidade partidária, cota de gênero e os impactos jurídicos que podem atingir diretamente mandatos legitimados nas urnas.
Em Buíque, o desfecho desse processo promete influenciar diretamente o equilíbrio político do município e poderá redefinir os rumos do Legislativo local nos próximos meses.














