Na noite desta segunda-feira, 1º de dezembro, provedores de internet de Buíque, no Agreste pernambucano, foram surpreendidos por um ato de vandalismo que comprometeu de forma significativa a comunicação digital do município. Cabos de fibra ótica pertencentes as operadoras RPN Net, Conecta Telecom, Infinity Telecom, entre outras foram deliberadamente danificados, provocando a interrupção dos serviços de internet para grande parte da população.
Segundo Etagil Rodrigues, responsável pela RPN Net, o ataque apresentou características de uma ação altamente sofisticada, indicando que os autores possuem conhecimento técnico avançado em telecomunicações. A forma precisa como os cabos foram cortados — na Vila São José e às margens da PE-270 — sugere que os criminosos sabiam exatamente onde atuar para causar o maior impacto, atingindo residências, comércios e serviços essenciais.
A gravidade do caso levantou preocupações entre autoridades e especialistas, que não descartam a possibilidade de um ato de sabotagem ou terrorismo digital. Esse tipo de ataque, ainda pouco frequente em cidades de menor porte, envolve intervenções planejadas para comprometer sistemas críticos de comunicação, gerando prejuízos econômicos, sociais e até políticos.
Um especialista em segurança digital que acompanha o caso destacou que “a precisão dos cortes indica profundo conhecimento técnico sobre redes de fibra ótica”. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Polícia local, que deve conduzir as investigações.
A interrupção parcial dos serviços de internet afetou diretamente a rotina dos moradores. O comércio enfrentou dificuldades para realizar transações e manter contato com fornecedores. Escolas e repartições públicas também foram prejudicadas, já que dependem cada vez mais da conectividade para atividades administrativas e pedagógicas.
A RPN Net iniciou imediatamente os reparos na rede, conseguindo normalizar o serviço cerca de 10 horas após a confirmação do ataque. Mesmo assim, a empresa alertou para o risco de novas ações criminosas caso os responsáveis não sejam identificados e punidos.
O episódio reacendeu o debate sobre a vulnerabilidade da infraestrutura de comunicação em cidades menores. Especialistas defendem investimentos em segurança, monitoramento e protocolos preventivos, tanto por parte das empresas do setor quanto das autoridades locais, a fim de reduzir a possibilidade de novos incidentes.














