A cantora Preta Gil faleceu neste domingo (20), aos 50 anos, após enfrentar uma dura batalha contra um câncer no intestino. Diagnosticada em janeiro de 2023 com um tumor maligno, ela vinha realizando tratamento intensivo, incluindo sessões de quimioterapia e radioterapia. A morte foi confirmada por familiares.
Durante o processo de tratamento, Preta passou por momentos críticos. Um dos mais graves foi um choque séptico causado por uma infecção bacteriana, que a levou à UTI. “Foram momentos bem difíceis. […] Ainda estou em reabilitação. Tive algumas sequelas por conta disso, uma delas é no pulmão”, declarou na época. Buscando melhores condições médicas, ela chegou a se mudar temporariamente para São Paulo.
Trajetória artística
Nascida em 8 de agosto de 1974, no Rio de Janeiro, Preta Maria Gadelha Gil Moreira era filha de Gilberto Gil com Sandra Gadelha, sobrinha de Caetano Veloso e afilhada de Gal Costa. Cresceu imersa no universo musical brasileiro, mas começou a cantar profissionalmente apenas aos 29 anos, após trabalhar como produtora de videoclipes e publicitária.
Seu álbum de estreia, Prêt-à Porter (2003), contou com a ajuda de amigas como Ivete Sangalo e Ana Carolina, e chamou atenção não só pela sonoridade, mas também pela capa polêmica com uma foto de Preta nua. A faixa “Sinais de Fogo” tornou-se um de seus maiores sucessos.
Ao longo da carreira, Preta lançou quatro álbuns de estúdio – Prêt-à Porter (2003), Preta (2005), Sou Como Sou (2012) e Todas as Cores (2017) – e dois DVDs ao vivo: Noite Preta (2009) e Bloco da Preta (2014), este último nomeando também seu animado e popular bloco de carnaval que percorreu diversas cidades do Brasil.
Além da música, Preta Gil se destacou pela postura autêntica, pelo ativismo em causas sociais e pela defesa da liberdade, da diversidade e do amor-próprio. Sua morte encerra precocemente uma trajetória marcada por talento, coragem e representatividade.
Ela deixa um legado artístico e pessoal que continuará inspirando gerações.














