No trecho da PE-270, entre o Residencial Maria de Fátima e os acessos à BR-232 e BR-234, a instalação de três câmeras de monitoramento, inicialmente voltadas para o controle do tráfego e prevenção de acidentes, se transformou em uma verdadeira dor de cabeça para motoristas que utilizam diariamente a via.
Ignorando a Resolução nº 798/2020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) — que determina a obrigatoriedade da sinalização adequada nos pontos com fiscalização eletrônica de velocidade
os dispositivos foram ativados sem qualquer tipo de placa indicativa da velocidade máxima permitida. E mais: o trecho sequer possui acostamento em ambos os lados da pista.
Sem aviso prévio à população e em total desacordo com as normas de sinalização viária, as multas aplicadas por essas câmeras já ultrapassam o valor de R$ 1.200, afetando diretamente o orçamento de condutores que alegam terem sido pegos de surpresa.
De responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o caso já repercute fortemente nas Câmaras Municipais de Arcoverde e Buíque. Parlamentares dos dois municípios se manifestaram publicamente, classificando a situação como “injusta” e cobrando providências imediatas.
“Disseram que as câmeras seriam para evitar acidentes e roubos… Mas na prática, viraram uma indústria da multa!”, desabafou um vereador durante sessão plenária.
Moradores também relatam dificuldades específicas. “Se você vem de Buíque e tenta entrar no Maria de Fátima, leva multa porque não tem acostamento. Mesmo indo pelo posto, ainda assim é multado”, disse um condutor, indignado.
A polêmica reacende o debate sobre a forma como a fiscalização eletrônica vem sendo implementada em rodovias estaduais e a necessidade de se garantir não apenas a legalidade, mas a justiça e transparência no processo de autuação dos motoristas.
A população agora aguarda um posicionamento oficial do DER e, sobretudo, ações concretas que garantam a correção das falhas de sinalização e a revisão das multas já aplicadas de forma questionável.














