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Em Maceió, cerca de 5 mil famílias deixam suas casas após avanços de deslocamento vertical do solo

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A Defesa Civil de Maceió (AL) permanece em alerta máximo devido ao iminente risco de colapso em uma mina de exploração de sal-gema da Braskem, localizada na região do antigo campo do CSA, no Mutange. Conforme comunicado divulgado nesta sexta-feira (1), o deslocamento vertical acumulado da mina atingiu 1,42 metros, com uma velocidade vertical de 2,6 centímetros por hora.

Como medida de precaução, a Defesa Civil enfatizou a recomendação para que a população evite transitar na área desocupada até uma nova atualização, enquanto são implementadas medidas de controle e monitoramento para mitigar o perigo. A equipe de análise da Defesa Civil destacou que essas informações são baseadas em dados contínuos, incluindo análises sísmicas.

A mina 18, responsável pela extração de sal-gema pela Braskem, estava em processo de fechamento desde que o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) confirmou que a atividade contribuiu para o afundamento do solo na região. O sal-gema é uma matéria-prima essencial na produção de cloro, ácido clorídrico, soda cáustica e bicarbonato de sódio na indústria.

Diante do iminente colapso da mina, a prefeitura de Maceió decretou situação de emergência por 180 dias, alertando para o potencial afundamento do solo em vários bairros. A área já está desocupada, e a circulação de embarcações da população está restrita na região da Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange.

Nove escolas foram preparadas para receber até 5 mil pessoas das regiões afetadas, com estrutura de carros-pipa, colchões, alimentação, equipes de saúde, Guarda Municipal e assistência social. Os ministros do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, e dos Transportes, Renan Filho, visitaram Maceió com uma equipe de técnicos para monitorar a situação.

Em uma rede social, Renan Filho enfatizou a necessidade de responsabilizar a Braskem pela situação, afirmando que a empresa deve responder civil e criminalmente pelo crime ambiental cometido em Maceió. Dias também expressou a gravidade da situação, destacando a atenção do Ministério do Desenvolvimento Social para oferecer assistência necessária diante do possível crime socioambiental.

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