Exclusivo: Para que outras Rosas não sejam despedaçadas.

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EXCLUSIVO: Que o caso lamentável, do assassinato da nossa querida professora Rosa, cometido pelo monstro do seu marido nos leve a uma reflexão profunda sobre esse mal que nos aflige. Violência doméstica, é crime! E crime hediondo.

O que dizer a uma mulher evangélica que apanha do marido? Que ela deve esperar no Senhor para que o homem seja liberto deste espírito ruim que o torna violento? Que ela tem de se sujeitar, por que o que Deus une o homem não separa? Que precisa se calar porque é submissa ao esposo? Não raro, muitas mulheres ouviram e ainda ouvem tais conselhos dentro de suas igrejas e, não por acaso, os líderes evangélicos são frequentemente apontados por associações de apoio às mulheres vítimas de violência como omissos e coniventes. Pior ainda, quando o agressor está dentro da igreja, sob a fachada de um homem de Deus, e nada é dito ou feito.

O tema violência contra a mulher não sai da mídia, afinal, além das sequelas físicas e psicológicas, muitas estão perdendo a vida na mão dos agressores. A Organização Mundial da Saúde (OMS) trata do assunto como um problema de saúde pública. Estudos apontam índices entre 20% a 75% desse tipo de agressão em diferentes sociedades. O tema entra em debate no mês de novembro, em ocasião ao Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres, celebrado no dia 25.

Toda essa exposição e mobilização do poder público no combate a esta covardia, precisa abrir os olhos das lideranças evangélicas e religiosas, para a gravidade do problema, e mostrar que as igrejas não devem tratar casos de agressões contra as mulheres como simples crises no casamento.

Em vez de oração, apenas, a ordem é denunciar. Não basta ensinar uma mulher a orar pela conversão do marido que a espanca. Espancamento é crime, é caso de polícia e não de oração. Os líderes devem ser mais ativos, se intrometer, no bom sentido, na vida do casal que tem problemas.

Dar conselhos, orar, e não fazer nada não resolve. O papel dos pastores é de orientação nos relacionamentos. Mas isso não quer dizer que a orientação seja dizer à irmã em Cristo que ela deve orar e que tudo vai passar ou que se ela está sofrendo a violência é porque Deus permitiu. Creio que Deus não está em um lar onde existe violência, e que Deus não tem prazer na injustiça, e é contra todo mal e violência praticado contra quem quer que seja, inclusive mulheres que sofrem abuso, e vivem reféns de homens perversos e violentos.

Portanto, devemos sempre orar, mas tomar uma atitude de buscar ajuda, indo à Delegacia de Polícia e registrando o fato como crime. Violência contra mulher é crime, violência doméstica é crime, e é um crime hediondo. Que não pode ser romantizado, nem banalizado.

O assassinato brutal e hediondo que vitimou a nossa querida professora Rosa, abalou a cidade de Buíque, deixou todos em choque, devastados e com o coração em pedaços. Mas nos colocou diante de uma triste realidade, o feminicídio crescente, e a violência absurda que assola os lares, infelizmente muitas outras Rosas, vivem em situações idênticas, em relações abusivas, sofrendo espancamentos, agressões, e mal tratos.

É preciso tratar esse tema com mais seriedade, desenvolver mecanismos que possam de fato proteger essas mulheres, garantir apoio, assistência financeira, emocional, e psicológica para essas mulheres. Mas acima de tudo, aprofundar o debate, e levar para dentro das escolas, das universidades, das empresas, das igrejas, e de todas as instituições, o tratamento responsável e urgente desse tema.

Orientando mulheres, crianças, adolescentes, e todos que vivem essas situações absurdas, a denunciarem, a não aceitarem essa monstruosidade. A encorajar essas pessoas a se libertarem dessa tirania. Não podemos nos omitir diante do mal, precisamos tomar posição, para que outras Rosas, tão queridas e amadas, não sejam arrancadas da maneira vil e perversa como a nossa querida e amada professora Rosa foi arrancada dos seus familiares e amigos.

Hoje o sentimento é de indignação e revolta, mas que isso se torne combustível para a busca incansável de maior conscientização e proteção da mulher, que sofrem com a pior de todas as violências, a violência que acontece dentro dos lares, nas mãos de homens perversos, que não são outra coisa, mas monstros! Esses criminosos devem ser denunciados, punidos com o rigor da lei, e presos para pagar pelos seus crimes.

Minha oração é que o Deus de toda consolação, console e conforte o coração dessa família que hoje está devastada, e de todos os amigos que choram e lamentam essa perda irreparável.

 Texto Gentilmente cedido pelo Pr. Jonathan Rodrigues

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