Por mais que uma boa parte de uma sociedade desprovida da falta de conhecimento dos valores humanos, o do amor ao próximo enxergasse Dona Julinha (Julia Preá) com uma certa indiferença, outra parte ainda mais superior por longos anos deixava de lado todas as diferenças sociais aceitando ela com seu jeito inocentemente rebelde de ser .
Conhecida por todos na cidade, ao mesmo tempo que era rebelde se transformava numa mulher dócil e gentil que cativava muita gente pela sua sinceridade onde uma simples moeda por ela recebida valia mais que um tesouro de ouro conforme demonstrava nas suas atitudes e gestos estampados no rosto cheio de rugas oferecidas como um valioso presente que a vida lhe deu.
Estatura Média, Pés descalços, não porque não possuísse um calçado, mais sim porque andar descalça nas ruas da cidade fazia parte de sua liberdade com direito circular pela cidade deixando sua marca que com o passar dos tempos se tornou inconfundível , tanto para a população quanto para sua família que mesmo insistindo mudar o rumo da historia não conseguiu porque ninguém tem a capacidade de mudar outra pessoa sem que a mesma não queira.
Ignorada por poucos, amada por muitos nesta manha tristonha de sábado 25 de Julho Dona Julinha, a eterna Julia preá acabou de cumprir sua missão aqui na terra e com a alma limpa, o coração sem maldade partiu desta vida para outra deixando uma lacuna impreenchível no coração de cada um daqueles que a conhecia e que por sinal do seu jeito lhe admirava .
Deixando sua marca, nos entristecendo profundamente, Dona Julinha acabou ensinando a cada um que o vazio da perda de uma pessoa é insubstituível , enquanto isso mesmo que nossos corações estejam partidos o que ameniza a nossa dor é ter a certeza de que ela nos deixou e com a alegria de viver ao seu modo agora descansa em paz ao lado do criador. .